domingo, 15 de fevereiro de 2009

Fernando Pessoa, o poeta da alma...


Como boa canceriana que sou, com a Lua e Netuno no Ascendente ainda por cima, adoro arte.
Arte falada, escrita, tocada, dançada. Gosto de observar os momentos em que parece que a Alma de alguém fala com a gente de verdade, sabe?
Um pouco da linda poesia de Fernando Pessoa ( meu poeta preferido!rs) para enfeitar a sua semana.
Um abraço fraternal,
Adely



"Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 13 de Junho de 1888.
Partiu em 30 de Novembro de 1935, aos 47 anos de vida.

Perfil astrológico:
Sol em Gêmeos, Lua em Leão, Mercúrio em Câncer.

Desenvolveu o melhor da sua natureza geminiana através da genial habilidade de expressar seus sentimentos em palavras. Foi de alguma maneira um autodidata, característica do eixo "Gêmeos/Sagitário".
A Lua em Leão é retratada em sua maneira profunda de falar de um "eu" dono de si que escolhe seu próprio destino. Retratou várias faces do eu, mantendo um olhar apaixonado pela vida. Aqui também podemos imaginar que havia uma profunda ligação afetiva com o pai ( que perdeu aos 5 anos de idade) e um desejo de honrá-lo de alguma maneira.
Mercúrio em Câncer retrata sua maneira poética e ao mesmo tempo simples de falar de questões profundas da alma e do sentimento humano.
Sua vida e obra foram permeadas por ligações com as chamadas "ciências ocultas" e isso pode ser percebido em muitos de seus poemas.
"Comentam as más línguas" que Fernando Pessoa em 1930 inicia uma troca de correspondências com o "mago" Aleister Crowler, que nesse mesmo ano foi à Lisboa visitar Fernando."

Gosto do que ele escreveu, seguem os meus preferidos:

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise…
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história…
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma…
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos
É saber falar de si mesmo…
É ter coragem para ouvir um "não"
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."


"Poema do amigo aprendiz:

Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias..."

"Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.

Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um."

"Como é por dentro outra pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo."


"A vida:

Para os erros há perdão;
para os fracassos, chance;
para os amores impossíveis, tempo...

Não deixe que a saudade sufoque,
que a rotina acomode,
que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e
acredite em você.

Gaste mais horas realizando que sonhando,
fazendo que planejando,
vivendo que esperando
Porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu."


"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas,
Que já têm a forma do nosso corpo,
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares

É o tempo da travessia,
E se não ousarmos fazê-la,
Teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos."


"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu."



"Não sei quem sou, que alma tenho.
Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo.
Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros).
Sinto crenças que não tenho.
Enlevam-me ânsias que repudio.
A minha perpétua atenção sobre mim perpetuamente me ponta
traições de alma a um carácter que talvez eu não tenha,
nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo.
Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos
que torcem para reflexões falsas
uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore (?) e até a flor,
eu sinto-me vários seres.
Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente,
como se o meu ser participasse de todos os homens,
incompletamente de cada (?),
por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço."

Fernando Pessoa

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender.

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo.

Eu não tenho filosofia; tenho sentidos.
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar."

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

PROGRAMA DE GRATIDÃO



"Eu sou Uno e semelhante ao Poder que me criou"






Oi!! Tudo bom?

A inspiração do dia é GRATIDÃO! É sobre ela que quero falar:
Não existe uma "caixinha de primeiros-socorros" melhor que a gratidão.
A gratidão eleva rapidamente nosso padrão vibratório, trazendo alívio imediato a vários males da alma.
É o alívio, o bálsamo e a "fisioterapia" para aqueles momentos em que nos sentimos "partidos ao meio", “rasgados” ou "cambaleantes".
Amplia o olhar, abre as portas para a conexão com o Eu Superior e com a Força Criadora.
Liberta corações em conflito e atrai bênçãos para as nossas vidas.
Sei o quanto é difícil encontrar razões para agradecer quando tudo a nossa volta está negro ou sombrio. A vontade que dá mesmo é de "fechar para balanço" e se entregar à dor.
Quando estamos doloridos ou machucados, tendemos a olhar tudo com uma espécie de "óculos de lentes negras".
Tudo fica ruim, amargo, tudo o que era prazeroso se torna insípido e nossos pensamentos parecem um "disco riscado", presos numa mesma faixa.
Entramos no padrão vibratório do problema, "vestimos" o problema, vivemos o problema e com isso não temos energia positiva suficiente para "olhar além" e encontrar ou simplesmente atrair uma solução.
Encontrar razões para agradecer é um “chamado” da Alma para corrermos para o outro lado dessa balança.
Temos sempre a possibilidade de nos debruçarmos completamente em nossos próprios conflitos e dores e isso não é de todo ruim. Algumas vezes precisamos mesmo chorar nossas dores e isso é muito natural e saudável. O problema de fato começa, quando esquecemos a nós mesmos lá no fundo do poço das dores e lamentações.
Sinceramente? Tem gente que até curte sofrer. Tem um mórbido prazer na dor, tem o prazer de ser visto como o coitado ou como a vítima e com isso ganhar a atenção das pessoas.
Cada um “na sua”, tudo bem se você faz parte dessa turma que no fundo curte sentir dor, não vejo isso como algo ruim ou errado, mas o fato é que não gera bons resultados, nunca dá certo, nunca a atenção é o bastante, sempre haverá mais uma razão para encontrar um motivo para se sentir mal e esse jogo nunca tem fim.
Já viu como algumas pessoas no fundo curtem sentir raiva de alguém? Ter o que contar sobre como brigou com um e com outro. “Cutucando bem lá no fundo”, gente assim sente é MEDO!
Tudo bem também sentir medo o tempo todo, medo de tudo e de todos, talvez seja mesmo importante pensar em segurança, mas é importante olharmos para os nossos próprios “fantasmas”, senão nunca encontraremos a segurança.
Tudo bem sentir medo, mas são medos reais, ou suposições sobre um futuro incerto? Ficar se defendendo da vida o tempo inteiro, também não dá certo, as coisas ruins continuam acontecendo.
Não é pensando no MAL que a gente atrai o BEM, é pensando no BEM que atraímos o BEM e o BOM.
Você e eu podemos passar o resto das nossas vidas no padrão vibratório daquilo que chamamos de “meus problemas” ou podemos criar novas maneiras de olhar para tudo isso. Qual é a sua escolha?
Tenho uma proposta, algo que chamo de “PROGRAMA DE GRATIDÃO”.

A gratidão “apareceu” em minha vida através dos mais diversos “mensageiros” e “sinais”, nos momentos mais negros do meu caminho.
Óbvio, a primeira reação era ficar “P” da vida: “Como assim? Tá tudo péssimo e ainda tenho que agradecer”?
E meus mestres, sempre amorosos repetiam: “É! Ou você aprende a sair sozinha desse padrão vibratório, ou estará sempre escrava de suas próprias ilusões”.
Tive um maravilhoso mestre oriental, super zen, um dia conto sobre ele...
Minha proposta é que você também aprenda a sair sozinho do padrão vibratório da dor, seja ela qual for.
O “Programa de Gratidão” é baseado num trabalho da Louise Hay chamado “Dieta de 7 dias de Gratidão”, pra mim sempre traz excelentes resultados e as pessoas que tem praticado também estão satisfeitas.

Como funciona?

Durante sete dias consecutivos, aconteça o que acontecer ao acordar e antes de dormir encontre motivos para agradecer e o faça de todo coração.

Respire profundamente por algumas vezes inspirando pelo nariz e expirando pela boca, aprofundando o máximo que puder a sua respiração.
Preste atenção a todo o seu corpo e relaxe todas as partes doloridas ou tensas e repita a seguinte afirmação:

“Na imensidão de tudo o que SOU, declaro que faço parte de um Universo abundante, amoroso e saudável. Estou disposto a mudar sempre. Aceito tudo o que SOU e desperto a natureza real em mim.
Entrego-me ao fluxo natural da Vida acreditando que todas as soluções virão à mim ou através de mim.
Aceito um novo olhar e um novo modo de viver feliz e pleno.”

Passe então a agradecer, agradeça como se estivesse contando a alguém sobre o que lhe faz sentir amor e gratidão.
Temos sempre muitas razões para agradecer, a vida em si é um milagre!

Ao terminar de agradecer abençoe o seu dia e as pessoas com as quais vai encontrar em sua imaginação ou abençoe o seu descanso, o seu corpo, a sua casa, os seus familiares.

DURANTE ESSES SETE DIAS procure não pensar em seus problemas, mas em como será bom quando eles estiverem solucionados e enquanto pensa ou imagina, experimente repetir: “Eu aceito a solução” ou “Estou feliz pela solução”.


Esse programa pode ser feito também por tempo indeterminado, após 21 dias ininterruptos os resultados são bem mais visíveis e claros, afinal promover uma mudança em nosso interior é como plantar uma semente, para que um dia se veja as flores, precisamos cuidar com muito carinho do “vir à ser” que é a semente.
Acreditar, desejar, persistir, cultivar e plantar sementes são coisas que ninguém além de nós mesmos, pode fazer.
Como disse no início do texto é uma “caixa de primeiros-socorros” , use-a sempre que precisar!

Desejo um jardim lindo, gestante e também florido em seu coração!
Um abraço fraternal,

Adely

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Nossa eterna e falida tentativa de controlar a vida...



Tal como tentar segurar a água que desce ladeira abaixo em dia de tempestade, é tentar segurar o fluxo da vida.

A vida é o que é, já que as pessoas e as circunstâncias são retratos fragmentados do nosso mundo interior.

Não adianta ficar brigando com a vida e com as pessoas, o negócio é encontrar meios de mudar dentro da gente o que atrai os desafios.
A vida não muda só para atender aos nossos caprichos, nem as pessoas mudam para agradar a gente, se mudam não é de verdade, é só algum tipo de manipulação emocional, que no futuro vai custar caro.

As ilusões que povoam nosso mundo mental são incontáveis, nos fazendo insanamente crer que somos capazes ou responsáveis por controlar como as coisas devem ser ou acontecer.

Com freqüência também deliramos em determinar como as pessoas devem se sentir ou o que devem dizer.

Quantas vezes na vida você ficou frustrado porque alguém não disse o que você precisava ou queria ouvir?
Eu? Infinitas vezes!!!

Com o tempo inevitavelmente, na disputa de braço com as lições da vida, vamos percebendo que não temos as ferramentas emocionais necessárias para lidar nem com o menor dos acontecimentos do nosso cotidiano.
Passamos a ter medo da vida, medo do novo, medo da mudança, medo do prazer, medo do “outro”, medo dos laços.

A verdade é que somos muito pouco preparados para a vida, para o jogo de cintura que a vida exige da gente, você não acha?
O medo é algo muito forte em nossa cultura.
Temos medo da vida da mesma maneira que temos medo da morte. O problema é que poucos estamos conscientes disso.

Temos medo da alegria, porque acreditamos que ela deveria ser linear, constante e interminável.
Temos medo da alegria simplesmente porque um dia ela pode desaparecer.
Sonhamos com relacionamentos utópicos ( tipo comercial de TV, onde todo mundo é jovem e feliz para sempre), empregos sem gente chata e difícil, harmonia familiar eterna ( tipo comercial de “Doriana”).
A vida não é linear, é caótica e cheia de surpresas. Se não fosse assim não seria “vida”! Você já viu alguma coisa na natureza que não se transforma?
Então algumas vezes achamos que é melhor não ter para nunca correr o risco de perder.
Gente é difícil mesmo! Muda da água pro vinho, acorda de “saco cheio”, volta a ficar numa boa.
O problema é que a gente leva tudo muito a sério: o que o outro disse, o que não disse, o que fez, o que não fez...
A vida? É essa imprevisível corda bamba, onde ou a gente aprende a ser flexível e se equilibra, ou se estatela no chão, ou no fundo do poço, para ser mais precisa.
A diferença é que o equilibrista de verdade, levanta, sacode a poeira, toma um Doril no dia seguinte e começa tudo outra vez.

Temos medo porque no fundo não mantemos uma relação de confiança real com aquilo que chamamos de Força, Deus ou Natureza.
Às vezes parece mesmo que acreditamos muito mais na “tendência natural” das coisas ao fracasso, do que na probabilidade do sucesso.
O bem, o bom e sucesso são naturais, e não o oposto.
Nossas “programações mentais” insistem em nos alertar sobre todo aquele “pacote de bobagens”, com o qual fomos bombardeados desde o nosso nascimento: “A vida é dura!”, “Tome cuidado, pois o perigo está em todos os cantos”, “Você tem que se sacrificar muito para ter o que deseja.”

De fato parece verdade, até o dia em que a gente decidir criar novas maneiras de olhar para tudo isso.
A vida é exatamente como determinamos ( inconscientemente!) que seja.
Sei que quando estamos sofrendo é muito difícil e até revoltante pensar assim, mas essa é a única alternativa que nos propicia um poder interior que com persistência, humildade e determinação pode mudar qualquer coisa.
Se nos acreditamos sofredores, pobres e indefesas vítimas de um “karma”, ou da “ ira divina”, ou de qualquer tipo de azar ou castigo, a posição que assumimos é de completa submissão e incapacidade de mudança.
Do contrário, se ousamos aceitar a nós mesmos como os construtores do nosso próprio caminho teremos sem dúvida, que suportar a dor implícita nessa responsabilização, mas, automaticamente começaremos a buscar maneiras novas de olhar e de nos relacionarmos com aquilo que chamamos de “problemas”.

Lembra-se de quando você era criança e sua professora lhe dava um problema de matemática ou ciências para RESOLVER? O que fazia?
Tentava resolvê-lo, ou perguntava para o colega como fazer ou simplesmente desistia dele e voltava para o seu “mundo imaginário”, não é?
Aposto que não ficava o resto do dia reclamando com seus colegas sobre o problema, nem chegava em casa brigando com todo mundo por causa dele.
Aposto que minutos depois você já o havia esquecido e voltava a se divertir com os seus colegas.
E agora que somos adultos, o que fazemos quando temos um “problema” em nossa vida?
Mais do que pensar nas soluções, sofremos dias e noite a fio, pensando e remoendo muito mais o problema, do que buscando soluções.
A vida praticamente pára, a alegria desaparece e passamos a “ser o problema”.
O problema de verdade é que muitas vezes nos acostumamos com as tensões interiores desencadeadas pelos “problemas”. Ficamos viciados em tais tensões, as incorporamos ao nosso comportamento natural. Tem gente que não sabe viver sem transformar tudo num grande problema, você já notou?
O que não percebem é que as tensões emocionais a longo prazo se tornam crônicas e aí a pessoa precisará reaprender emocional e corporalmente a ser leve e feliz. Nosso corpo através da sua expressão e movimento retrata fielmente nosso mundo interior.
A alegria assim como a infelicidade estão visivelmente estruturadas e estampadas em nossos corpos.

Na verdade, temos medo da vida e de tudo porque acreditamos no bem e no mal, como duas forças distintas, sendo que uma parece uma recompensa pelos bons comportamentos e o outro um castigo pelos pecados ou escolhas erradas.

Se fomos feitos à Imagem e Semelhança, como a Força castigaria a Si Mesma?

Se temos livre-arbítrio ( que significa liberdade de escolha e experimentação), como podemos ser castigados por escolher errado?

A mim parece tudo muito contraditório!

Creio que nós mesmos de maneira inconsciente nos punimos e nos castigamos especialmente se fomos muito punidos e castigados na infância.

A vida é exatamente como nós a escrevemos. Escrevemos nosso roteiro futuro todos os dias, e na maioria das vezes de maneira inconsciente.

A maneira como fomos tratados é exatamente a maneira como inconscientemente nos tratamos, e através dessa “formatação” também, atraímos as circunstâncias que estampam como achamos que merecemos ser tratados.

Não adianta ficar lutando para controlar a vida, numa expectativa de acertar sempre e não sofrer nunca.

Errar, o que é errar? Se prestar atenção as situações passadas em que acha que errou, o pior não foi ouvir as críticas, mas sentir a angústia e o desespero pela culpa e pela autopunição (orgulho ferido)

Outra razão pela qual tentamos controlar a vida é por nossa imaturidade em lidar com o “NÃO”. Óbvio, todos detestamos o “não”.

Porém, alguns buscam saídas alternativas para solucionar a situação, outros esperneiam sentindo-se completamente rejeitados, enquanto outros buscam maneiras de “dar o troco” ( o famoso: “Ele(a) vai ver quem eu sou...”).

Tal crianças carentes e birrentas associamos quase tudo a rejeição e abandono.

E aí sem dúvida alguma, a vida fica difícil, sem graça, pesada e perigosa.

A vida é o que desejamos inconscientemente que ela seja. Quando digo “desejamos”, me refiro a como fomos “programados” para que ela seja.

Criamos e recriamos antigos padrões mentais na tentativa de curá-los.

A vida é uma corrente de energia, da qual somos expressões e extensões.

Ao invés de tentar controlar essa corrente de energia, o melhor que temos a fazer é aprender a encontrá-la em nosso interior.

A mente é apenas confusão e tumulto. As respostas estão no Eu Profundo e Real.

Mais do que lutar contra algo, encontrar o caminho de volta ao EU, de volta ao LAR, é a única alternativa possível e real.

Arrisque-se a acreditar que a vida está a seu favor e descubra partes de si mesmo que geram os sofrimentos que as vezes são chamados de “destino” ou “azar”.

Tenho absoluta certeza do Amor que flui em cada um de nós e do quanto esse Amor trabalha ainda que em silêncio para que sejamos cada dia mais felizes.

Os milagres da vida estão diariamente ocultos em pequenos detalhes, que raramente são percebidos.

Mas a vida e o próprio viver são sem dúvida, um milagre constante, basta que tenhamos “olhos para ver”.

Que a Vida flua em cada um de nós com intensidade!

Um abraço fraternal,

Adely

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Criando realizações


Mais um ano novo começando e parece crescer aquela eterna questão: “E agora como fazer as coisas serem diferentes?”
Estive nos últimos dias meditando sobre essas questões, criei muitos instantes de silêncio pra mim e a única coisa que ressoava era a seguinte frase: “Mente. Tudo é Mente. O Todo é Mente”.

Sinto que essa é uma hora de abrir os braços para a renovação, abrir os portais da mente e perceber que é lá que se encontram todos os limites e as correntes que nos aprisionam aos padrões destrutivos do passado.

Não existem problemas que não nasçam e não existam através da mente.

Problemas materiais, espirituais ou emocionais têm sua origem na mente e através dela também encontram a solução.
O Real é óbvio e simples! (Ouvi isso de uma menina de 17 anos, uma velha alma!).
Como ela mesma me “revelou”: “É óbvio, se você pensar muito sobre uma coisa, você vai criá-la!”.
O que ela não sabe, em sua inocente ilusão, é que pra nós, “cansados de guerra”, isso não é nem tão óbvio, nem tão simples assim!
Estamos como que “formatados”, encaixados em moldes mentais, viciados em emoções destrutivas, reféns dos nossos próprios pontos de vista.

A vida é como um palco, onde se desenrola uma peça teatral.
Somos os autores e também os atores dessa peça.
Contracenamos com outros atores além de nós, mas eles também estão apenas seguindo o roteiro que criamos, são como reflexos do ego que os criou. Sairão do palco ou assumirão outro personagem, se assim escrevermos no roteiro.
Como autores e diretores de nós mesmos, decidimos também os cenários em que se passa nossa peça.
O roteiro é escrito com pensamentos e imaginação. Os personagens expressam nossas emoções e reações. Os cenários, as circunstâncias de vida em que escolhemos atuar.

Você já notou como os autores escrevem suas peças observando comportamentos humanos e personagens da vida real? Claro que algumas vezes são geniais e escrevem sagas nunca antes imaginadas, porém, na maior parte das vezes o mundo imaginário é um retrato da vida real, não é?

Dessa maneira também nós escrevemos nosso próprio roteiro, olhando além de nós, repetindo os personagens e os cenários registrados em nossos arquivos subconscientes. Repetimos personagens, diálogos e cenários da nossa primeira infância.

Se você se vê nesse momento em meio a uma cena da qual deseja se livrar, a primeira coisa a fazer é olhar pra si mesmo como o autor do seu próprio roteiro. Sei que isso não é fácil, mas é libertador saber que não é uma questão de azar ou de vingança divina.
Lembre-se de que o ator só sai de cena quando o roteiro assim o determina. Ou seja, suas emoções serão exatamente as mesmas, enquanto os seus pensamentos forem os mesmos. Os personagens expressam apenas as emoções desencadeadas pelos diálogos do roteiro. Não tente mudar o que sente, mude o que pensa, mude o seu ponto de vista, amplie o seu olhar, abandone o desejo de lutar, de brigar ou de sofrer.

Aposto que você sabe exatamente o que não quer mais, não é?
Agora, por favor, perceba se aquilo que você deseja, tem a mesma clareza em sua mente, respondendo as seguintes questões:

1)Você sabe exatamente como quer se sentir?
2)Acredita-se plenamente capaz de alcançar tal objetivo?
3)Tem em sua mente as cenas que deseja viver com clareza e realidade?
4)Pensa na situação resolvida com a mesma intensidade com que pensa no problema?
5)Responsabiliza alguém pelo que está vivendo?
6)Espera que alguém mude para solucionar seu problema?

Se você respondeu “não” para as questões de 1 a 4, ou “sim” para as últimas duas, é provável que você ainda não esteja escrevendo o roteiro certo que deseja viver.
Seus pensamentos ainda não estão sintonizados com a solução, estão apenas recriando os velhos diálogos.

Se estiver disposto a refletir um pouco mais sobre o que você deseja, pegue uma folha de papel e escreva no topo dela:

“Quais são os meus pensamentos a respeito da situação que desejo abandonar?”

Anote tudo, inclusive os pensamentos que costuma ter quando reflete sobre a situação.
Ao terminar de escrever, perceba como se sente: sensações boas, caminhos certos. Sensações ruins, rota de fuga, caminhos de dor!
Esses pensamentos são suas crenças a respeito da situação, e é isso que você precisa reescrever.
A melhor maneira de reescrever o roteiro é através das “afirmações positivas”.
Afirmações positivas são como novos diálogos no roteiro, cujos diálogos os atores levarão certo tempo para decorar e incorporar as emoções correspondentes.
O que fazem os atores nesse caso? Ensaiam! Repetem e repetem até que o texto esteja decorado e as emoções sejam automáticas e reais.
Crie frases simples e afirmativas que gerem os sentimentos contrários a situação que deseja solucionar.
Se você puder gravar algumas dessas frases e ouvi-las repetidamente antes de dormir ou/e ao acordar ajudará seu subconsciente a registrar as mudanças que deseja realizar. Experimente esse exercício durante pelo menos 30 dias consecutivos e depois você me conta os resultados!
Não poupe também a sua imaginação, crie as cenas que deseja, entre nelas, crie detalhes e sinta o que deseja sentir como se fosse realidade. Você pode também escrever um roteiro, contando detalhadamente como deseja que as coisas sejam.
Lembre-se apenas de não incluir como as pessoas “deveriam se sentir”, porque cada um é dono do seu roteiro, e isso já é muita coisa!

Um roteiro feliz pra você em 2009!

Um abraço fraternal,

Adely

domingo, 4 de janeiro de 2009

Um pouco de fantasia!

Às eternas crianças que moram em nossos corações...sonhar é preciso!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Cigano- Djavan

Amiga,
Estou feliz pelo lindo e penoso trabalho pessoal que realizou em 2008. Pude ver bem de perto seu amadurecimento...fases de Saturno são sempre assim!
E posso dizer que vc passou por tudo da melhor maneira que poderia passar, nada poderia ter sido melhor, você fez o melhor! Estou torcendo por vc, por vocês!

Uma homenagem a esse seu amar...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

FELIZ 2009!!!

Uma linda mensagem..."Receita de Ano Novo"- Carlos Drummond de Andrade


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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Meus desejos

Eu que sei que pouco sei,
Não pretendo explicar e,
Nem mesmo compreender,
O Inexplicável,
Que só deseja ser vivido.

Habito meus palcos,
Todos eles,
Em busca de um mandarim,

Que cante o sopro,
Do Inevitável em mim.

Não pretendo compreender,
O que só posso viver,
Juro que não quero nem mesmo saber,
A direção do rouxinol no alvorecer.

Vivo na certeza de que sempre haverá,
O sol e os rouxinóis.
E se os rouxinóis desaparecerem,
Sei que se transformarão,
Em azuis borboletas,
Ou quem sabe em estrelas perfeitas.

Mas o Sol,
Sei que ele estará lá,
Exatamente lá,
Como sempre esteve,
E como eternamente estará.

Pretendo apenas que alvoreça,
Que de todo por fim amanheça,
E que do resto todo eu me esqueça,
Para apenas sentir,
O amor dos seus raios em mim.

Viver a vida a farejar,
Pra que tanto pensar,
Se isso me oprime e tortura?
Meu faro é bom,
E o seu também é.

Pretendo chegar mais perto da vida,
E da gente,
Intenção singela e suprema,
De olhar de verdade,
Como só bicho faz.

Olhar e deixar a alma,
Trazer em sussurros de sensações,
As verdades do Ser que a mente,
Jamais seria capaz de decifrar.

Pretendo ver o sol,
O sol que há em mim,
O sol que há em ti,
O sol que em tudo habita.

Sim, confesso que tanta luz me assusta!
Não o assusta também!?

O desafio da Luz é a sombra,
Mas a sombra não é de todo escuridão,
É apenas o impulso da vida,
Brincando de esconde-esconde,
Tentando ser o que não parece
Mas que no fundo sabe que é.

Como pode a Lua viver sem o Sol?
Ou o Sol sem a serena beleza da Lua?

Inevitável é olhar para mim,
E para todas aquelas fileiras empilhadas,
De caixinhas repletas de ilusões e amarguras,
Que costumamos guardar em nossos porões.

Com o sol forte chamando,
A Alma lá pra fora,
O Olhar verá o porão,
Ainda mais empoeirado e escurecido.

Extrema força que traz a lucidez,
Que já não mais oculta,
O vislumbre da Luz que em tudo faz morada.

Pretendo sonhar mais e reclamar menos,
Amar mais e pensar menos,
Pensar o bastante para falar menos,
Falar o bastante para ouvir mais,
Ouvir mais para sentir o necessário.

Pretendo romper com todas as minhas,
Ocultas maneiras de criar afastamento,
Entre a vida e eu.

Quero brincar mais e descobrir outras cores,
Um novo olhar é como uma nova cor,
Quero um olhar ilimitado e uma mente de expectador.

Pretendo aprender coisas novas,
Ou apenas redescobrí-las.
Criar maneiras novas,
De transmitir as velhas lições,
Amar ainda mais tudo o que faço,
Pois esses são os frutos do meu espírito.


Resumindo: “Quero desenvolver ainda mais a minha habilidade de ser feliz!”
E você o que quer para 2009?

Meu desejo é que você encontre no Natal e no Ano Novo, a lucidez necessária para olhar para o Sol que você naturalmente já é.
Talvez existam algumas nuvens ocultando os raios desse Sol.
Se houverem, siga o exemplo do vento. O que ele faz com as nuvens?
Lembre-se: as nuvens são como pensamentos, crenças que nos mantém isolados e nublados.
Sopre forte sobre as ilusões, sobre a tristeza crie furacões, aproveite e jogue também o passado bem no meio de um ciclone de renovação.
E depois, quando tudo passar, que o vento sopre suave sobre a sua pele, trazendo o abraço sereno da brisa que acolhe amorosamente os raios do sol.

Que a sua vida seja serena, calorosa, plena, alegre, divertida, saudável, realizadora, amorosa e próspera.

Que o Sol brilhe muito em 2009 e sempre! Feliz 2009!!!

Um grande abraço fraternal,

Adely


Dicas para 2009

Planeta regente do ano: Sol
Chakra: Cardíaco ( relaciona-se com a capacidade de sentir o amor e com a qualidade desse sentimento)
Cores: Verde Esmeralda e Rosa ( Lilás também é uma cor indicada para o ano!)
Características do Sol: individualidade, auto-reconhecimento, auto-estima, criança interior, criatividade.
Bloqueios do Ego: arrogância, agressividade, egoísmo, isolamento, auto-anulação, cobiça.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Nascida de um ovo azul...



Minha amiga Regina ( excelente psicoterapeuta,aliás!), em seu incrível bom humor soltou mais uma das suas: “Somos nascidas de um ovo azul, fazer o quê?”
Sua ágil mente geminiana definiu de forma simples e exata a maneira como me senti durante a minha vida inteira.
Acredito que você que está lendo esse texto agora, também experimentou muitas vezes a mesma sensação, não é?
Hoje adoro a idéia de ter nascido de um ovo azul. Trabalho, aliás, para que ele seja cada dia mais azul, ou rosa, lilás, vermelho, sei lá! O que importa a cor? Cada um tem a sua e pode mudar quando quiser. Fomos muito castrados em nossas “experimentações infantis”. Há uma mensagem subliminar em nossa cultura que diz assim: “Se você escolheu azul, tem que morrer sustentando o azul, isso é uma questão de palavra, de caráter!”
Mas por quantas vezes na vida, nós nos apaixonamos pelo azul e acreditamos que o azul seria nossa felicidade garantida por toda a vida, e após um tempo, descobrimos que o azul não era assim tão azul? Ou então que não era o azul que de fato nos preencheria, mas o rosa! E aí? A gente tem que ficar sofrendo pra sempre só porque tem caráter, “palavra”? Acho tudo isso uma grande crueldade! Todo mundo tem o direito de ser o que quiser e de mudar sempre que tiver vontade.
Acredito que de tempos em tempos é importante parar e rever as antigas escolhas. As coisas na vida precisam ter sentido, precisam fazer bem. Sei que nem tudo é simples, mas sei que a busca pelo bem-estar é uma escolha extremamente libertadora.
Não tenha medo de mudar, mudar é absolutamente seguro e bom!
Ser diferente é absolutamente bom e só faz bem! Rebeldia não é ser diferente. Rebeldia é querer machucar os outros e a si mesmo, por essas diferenças. É querer que todo mundo aprove o “diferente”. E ninguém é obrigado a aprovar ou a concordar com absolutamente nada.
A diferença não machuca, ela liberta e cria laços reais. Porque a “diferença” em cada um de nós é a expressão máxima daquilo que de verdade somos e sentimos.

E por falar em diferenças, já estão aí as “datas especiais”. Hora de reunir a família, rever as velhas feridas, rezar para que ninguém beba demais, nem brigue durante a ceia. Passou voando, não foi?
As festas estão chegando e muita gente começa a olhar para o próprio interior. Parece que é uma época que nos torna mais emotivos, não é? Ou então mais vazios, ou mais tensos. Tenho encontrado muitas pessoas assim...
Começam as velhas questões: “E aí com quem vou estar nas festas?” “Puxa, fulano(a) vai estar lá, que saco!” “Putz, sempre a mesma coisa...”, “Vou estar sozinho(a) de novo”... e muitas outras que todo mundo já conhece bem.
É de fato um tempo de parar e olhar para o que é real. O que de fato você quer? Com quem de fato você quer estar?
Sinto que de todas as respostas possíveis para essas questões, a mais segura é: “Quero estar comigo!!”
Você poderá estar em qualquer lugar, ao lado de qualquer pessoa, mas, se você não estiver do seu lado, tudo pode virar um grande desastre.
Só estar ao seu lado não basta, é preciso estar bem. É preciso desenvolver o sentido interior que afirma : “Tudo o que preciso está dentro de mim.”
Só assim podemos estar inteiros em qualquer situação e em paz. Se estivermos sozinhos: “Ok, estou comigo!” Se estivermos com alguém que nos desagrade: “Estou em paz comigo, quero ficar em paz com você.” Se estivermos fazendo a mesma coisa de sempre: “Tudo bem estou comigo e vou fazer tudo ser bom”.
Estar inteiro em si é a garantia de que tudo ficará bem, sempre!
Isso não significa que o fato de estar inteiro em si, torna o indivíduo isolado e egoísta. Isso nos liberta das expectativas que criamos acerca do que os outros deveriam fazer ou dizer. Assumimos nosso ovo azul e deixamos que os outros sejam da cor que quiserem. Toda expectativa sobre alguém gera em algum tempo, uma frustração.
Sejamos livres e deixemos que os outros também o sejam, para sentirem e agirem como bem quiserem.

E por falar em ano-novo, o ano de 2009, será um ano regido pelo astro-rei: o Sol.
O Sol representa o caminho de expressão da alma. Não é a alma, mas aquilo que ela deseja expressar. É a individualidade e a criatividade. Representa poder, crescimento, lucidez, amor, generosidade, liderança, autonomia e a riqueza ( em todos os sentidos).
É o dono da casa 5 do mapa astral e portanto representa também a qualidade do amor que doamos e a nossa criança interior.
Nesse próximo ano todos nós, cada um de acordo com as suas programações pessoais ( mapa natal), será estimulado a desenvolver todas as qualidades citadas. Alguns sentirão esses efeitos com mais intensidade, os mais lúcidos. Outros sentirão menos, ou simplesmente não terão consciência e tenderão a criar resistências.
Criar resistências ao crescimento é a pior escolha em um ano regido pelo Sol. Ele é o “doador da vida”, e a resistência é um fluxo contrário à vida.
Seremos todos impulsionados a desenvolvermos um ego saudável. Seremos ensinados que ele não pode ser eliminado, mas que precisa ser curado.
Em desequilíbrio poderemos desenvolver: autoritarismo, egoísmo, birra, arrogância, abuso do poder, ódio, rancor, isolamento, vaidade, dependência emocional, conflitos com o pai, conflitos na área sentimental e cobrança do amor doado.

Esse será um ano de definir uma “cor” para si, de assumi-la e fazê-la brilhar. O amor pela criança que mora em seu interior será a chave para qualquer conflito.
Ame-se, apóie-se, respeite sua natureza e não tenha medo de fazer brilhar sua luz, seja ela de que cor for. Você é único!

Lucidez, Amor e Harmonia, sempre!

Um abraço fraternal,

Adely

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Cartas do Mahalilah!

Olá! Espero que você esteja bem.
Essas foram as cartas escolhidas no último jogo Mahalilah. Como trabalhamos com o conceito do "coletivo", todas as cartas podem trazer algum significado para todo o grupo.


A CURA- esse é um tempo em que as feridas do passado profundamente enterradas afloram para serem curadas. Quando nos encontramos sob a influência do Rei da Água já não estamos mais nos escondendo de nós mesmos nem dos outros. Nessa atitude de abertura e aceitação poderemos ser curados, e ajudar os outros a serem também saudáveis e inteiros.

ESQUIZOFRENIA- o personagem dessa carta traz um novo significado à velha idéia de “estar entre a cruz e a espada”. Mas é precisamente nesse tipo de situação que ficamos quando nos deixamos aprisionar pelo aspecto hesitante e dualista da mente. “Devo deixar que meus braços se soltem e cair de cabeça para baixo, ou deixar que minhas pernas se soltem, e cair de pé? Devo vir para cá ou para lá? Devo dizer sim ou não?” E seja qual for a decisão que tomemos, sempre estaremos nos questionando se não deveríamos ter decidido de modo contrário. A única maneira de sair desse dilema é, infelizmente, soltar os dois extremos ao mesmo tempo. Desse impasse você não vai conseguir sair valendo-se de fórmulas, pesando os prós e os contras, ou tentando resolvê-los de alguma outra forma com a sua mente. Melhor seguir o coração, se lhe for possível ter acesso a ele. Se não tiver, simplesmente salte- o seu coração começará a bater tão depressa que não haverá engano a respeito de onde ele está.

A VOZ INTERIOR- a Voz Interior não fala por palavras, mas na linguagem inarticulada do coração. É como um oráculo que só fala a verdade. Se tivesse um rosto, seria desperto, vigilante e capaz de aceitar tanto a escuridão quanto a luz. A Voz Interior também pode ser brincalhona, à medida que mergulha profundamente nas emoções e ressurge para lançar-se em direção ao céu, como dois golfinhos dançando nas águas da vida. Há momentos em nossas vidas em que muitas vozes parecem nos estar chamando em várias direções. A própria confusão que sentimos nessa ocasião é um lembrete para que procuremos o silêncio e o centramento dentro de nós mesmos. Só assim seremos capazes de escutar a nossa verdade.

TRANSFORMAÇÃO- esse é um momento para a passividade profunda. Aceite qualquer dor, tristeza ou dificuldade, conforme-se com o “fato consumado”. É muito semelhante à experiência do Buda Gautama quando após anos de busca, ele finalmente desistiu. Naquela mesma noite ele se tornou “iluminado”. A transformação chega, como a morte, no seu devido momento. E também como a morte, ela transporta você de uma dimensão para a outra.

O FARDO- quando carregamos o fardo dos “você deve” ou “você não deve”, impostos a nós pelos outros, ficamos pelejando para abrir o caminho morro acima. Se a vida nesses dias está lhe parecendo apenas uma luta ininterrupta desde o berço até o túmulo, pode ser a hora de arriar a carga dos seus ombros e experimentar caminhar sem ter de carregar nada nas costas. Você tem suas próprias montanhas a conquistar, seus próprios sonhos a realizar, mas nunca haverá energia suficiente para ir atrás dessas metas enquanto você não se desfizer de todas as expectativas que lhe foram impostas pelos outros, e que agora você pensa que são suas. Há a possibilidade de que essas expectativas estejam apenas na sua mente, mas isso não significa que elas não possam jogá-lo ao chão. É hora de arriar a carga, e dizer a essas “figuras” que sigam o seu próprio caminho.



EXAUSTÃO- eis aqui o retrato de uma pessoa que esgotou toda a sua energia vital nos esforços que fez para manter em funcionamento sua enorme e ridícula máquina de imagens pessoais de importância. Sem dúvida esse personagem não pode permitir-se qualquer distração. Deixar de lado suas obrigações para dar um passeio na praia pode significar o desmantelamento de toda a estrutura. A mensagem dessa carta não é, entretanto, apenas a respeito de ser um viciado em trabalho. Ela se refere a todas as maneiras pelas quais criamos rotinas seguras, porém contrárias à nossa natureza, que conseguem manter longe de nós tudo o que é caótico e espontâneo. A vida não é um negócio para ser administrado: é um mistério a ser vivido. Já é tempo de rasgar o cartão de ponto e fazer uma pequena viagem pelo desconhecido. Tudo flui melhor a partir de um estado relaxado de mente.

FLORESCIMENTO- a Rainha do Arco-Íris é como uma planta fantástica que atingiu o ápice do seu florescimento e das suas cores. É muito sensual, cheia de vida e plena de possibilidades. Estalando seus dedos ela acompanha a música do amor. Você poderia sentir-se nesse exato momento como um jardim de flores, regado por bênçãos vindas de todas as partes. Dê as boas-vindas às abelhas, convide os pássaros a beber de seu néctar. Espalhe a sua alegria, para que todos compartilhem dela.

INTEGRAÇÃO- o conflito está no homem, ele acontece entre as duas partes da mente. Há uma ponte muito pequena. Se essa ligação for rompida, a pessoa fica dividida: ela se tornará duas pessoas-e o fenômeno da esquizofrenia ou personalidade dividida se manifestará. Se a ponte for rompida- e é uma ponte muito frágil-, então você se transformará em dois, passará a agir como duas pessoas. Pela manhã, você é muito amável, uma pessoa encantadora; à tarde, está muito bravo, completamente diferente. Você não irá lembrar-se de como era de manhã, e como poderia lembrar-se? Era uma outra mente que estava funcionando. Se essa ponte for fortalecida o bastante, para que as duas mentes deixem de ser duas e se tornem uma só, então acontecerá a integração. O encontro entre yin e yang, esquerdo com direito, masculino e feminino.

ISOLAMENTO GLACIAL- em nossa sociedade, principalmente os homens foram ensinados a não chorar, a armar uma fachada de valentia quando são atingidos , e a não demonstrar que estão sofrendo. Mas as mulheres também podem cair nessa armadilha, e todos nós podemos sentir vez ou outra que a única maneira de sobreviver é reprimir nossos sentimentos e emoções, de forma que nada possa nos ferir mais uma vez. Se a dor for especialmente profunda, poderemos até mesmo tentar escondê-la de nós mesmos. Isto poderá nos tornar gélidos, frios, rígidos, porque lá no fundo sabemos que uma pequena fenda no gelo libertará a dor para que comece a circular outra vez dentro de nós. As lágrimas com as cores do arco-íris dessa figura encerram o segredo de como libertar-se desse “isolamento glacial”. As lágrimas, e apenas elas, tem o poder de derreter esse gelo. Chorar é bom. O choro nos ajuda a fazer passar a dor, permite-nos a consideração por nós mesmos e ajuda-nos na cura de nós mesmos.

O SONHO- em alguma tardezinha encantada, você irá encontrar a sua alma gêmea, a pessoa perfeita que corresponderá as suas necessidades, e será a concretização de todos os seus sonhos. Certo? Errado! Essa fantasia que os cantores e os poetas gostam tanto de perpetuar tem suas raízes na memória do útero, onde estávamos tão seguros e unificados com nossas mães; não é de admirar que sejamos obcecados por retornar a essa condição durante toda a nossa vida. Mas falando nessa linguagem crua, é apenas um sonho infantil.
Ninguém seja o seu atual companheiro ou alguém com quem você sonha no futuro, tem a obrigação de trazer-lhe a felicidade numa bandeja- nem poderia, ainda que quisesse. O amor verdadeiro não advém de tentativas de satisfazer nossas necessidades por meio da dependência em relação a outra pessoa, mas por meio do desenvolvimento da nossa riqueza interior, e do nosso amadurecimento. Com isso passamos a ter tanto amor para dar, que amantes espontaneamente serão atraídos por nós.

Que esse trabalho interior crie raízes profundas em nosso Ser e se desenvolva em cura e harmonia.

Com amor,

Adely

domingo, 23 de novembro de 2008

Um lindo domingo!

Queridas pessoas que estiveram comigo hoje no Mahalilah, quero agradecer a presença de cada um de vocês.
Tive um dia lindo, repleto de significado.
Avancem na observação e no trabalho interior, já temos as chaves.
E como disse um dos nossos amigos: " Devemos soltar as amarras do navio, para que ele parta feliz". Quantos navios e quantas amarras ainda temos pela frente...
Que seja hoje ao menos o "primeiro passo".

Luz e Amor à todos!

Adely

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Uma questão de decisão...

"Todo o amor do mundo pode ser dado a você, mas, se você decidir ser infeliz, permanecerá infeliz. E você pode ser feliz, imensamente feliz, por absolutamente nenhuma razão - porque a felicidade e a infelicidade são decisões suas.

Leva muito tempo para perceber que a felicidade e a infelicidade dependem de você, porque é muito confortável para o ego achar que os outros estão fazendo você infeliz. O ego insiste em dar condições impossíveis, e ele diz que primeiro essas condições precisam ser satisfeitas e somente então você poderá ser feliz. Ele pergunta como você pode ser feliz em um mundo tão feio, com pessoas tão feias, em uma situação tão feia.

Se você observar corretamente, rirá de si mesmo. É ridículo, simplesmente ridículo. O que você está fazendo é absurdo. Ninguém está nos forçando a fazer isso, mas insistimos em fazê-lo - e gritamos por socorro. E você pode simplesmente sair disso; trata-se de seu próprio jogo - ficar infeliz e depois pedir simpatia e amor.

Se você estiver feliz, o amor fluirá em sua direção... não há necessidade de pedi-lo. Essa é uma das leis básicas. Exatamente como a água flui para baixo e o fogo flui para cima, o amor flui em direção à felicidade”.

OSHO

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Olá!

Recebi de uma amiga querida um link para esses vídeos e é impossível não sentir uma vontade imensa de compartilhar.
Dra. Jill é neurocientista, com um profundo conhecimento sobre aquilo que chamamos de "EU MESMO". Tenho certeza de que você também se sentirá tocado(a) pelas experiências de vida desse ser humano belíssimo.

Somos mesmo muito mais do que calculamos!

Somos seres imensos, energéticos, perfeitos e poderosos ( no melhor sentido da
palavra!).

* Elaine, obrigada pelos links!!!


Abraços afetuosos,


Parte 1-



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Parte 2-

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O desafio de viver em um universo vibracional

Vivemos em um mundo, aparentemente material, mas que é Energia Pura.
Assim como ocupamos um corpo que parece “físico”, mas que é energia.
Vivemos, portanto, num Universo Vibracional, assim como somos seres vibracionais.
Sabemos que a realidade é uma projeção do nosso mundo interior, ou seja, que reflete nossos sistemas de “crenças” ( pensamentos imbuídos de emoção, atitudes) e que pode ser transformada a partir da mudança de atitudes.
Vivemos num tempo maravilhoso, aonde temos à nossa total disposição informações vindas de todas as partes do mundo, de todas as linhas de pensamentos, tanto da ciência, quanto do mundo holístico a respeito das Leis da Atração, mas sinto que nos deparamos com um grande desafio, quando nos conscientizamos de que o segredo está em aprendermos a administrar de maneira positiva nossas vibrações, ou seja, nossos pensamentos e emoções.
Acho que é justamente na questão “auto –controle”, que a coisa começa a complicar para a maioria das pessoas.
Sofremos de uma profunda resistência à responsabilidade, assim como resistimos à independência e a autonomia emocional.
Parece que uma parte de nós precisa se manter como “vítima” de alguma coisa, percebemos isso facilmente observando nossa mania de responsabilizar as outras pessoas pela maneira como nos sentimos por exemplo,dizemos: “Você me magoou”. Quando deveríamos dizer: “Eu me magoei com você.”
Auto-controle é uma grande desafio para a maioria das pessoas, mas sem ele jamais alguém poderá exercer de maneira consciente e divina seu Poder de Criação.
Sem “auto-controle”, a vida continuará sendo essa “repetição inconsciente de padrões”.
Então por onde começar?
Pela “mente”!
Você já reparou no alvoroço que é sua mente?
Se você é daqueles que tem uma mente serena, aposto que conseguiu isso a partir de muita disciplina e treinamento.
A “mente” é o interlocutor presente em cada um de nós. É aquilo que fala, critica, julga, imagina, fantasia, projeta no outro aquilo que nega, discute, cobra, tudo isso ao mesmo tempo e o tempo todo.
Você já notou como isso cansa, sufoca, deprime?
Mas não precisa ser assim, não tem que ser assim, não foi feito pra ser assim!
Esse é apenas o resultado da nossa falta de informação e de uma dose de conformismo, algo muito comum em nossa cultura.
Por que é tão difícil fazer a mente calar?
Porque a mente não é algo só seu, nem só meu!
A mente é algo amplo, é como um aparelho receptor ligada a todas as outras mentes.
Você acredita que todos os seus pensamentos são “seus” , ou seja, que nascem a partir das suas próprias sensações?
Alguns pensamentos são nossos, outros são “captações” da Mente Coletiva ou de outras mentes as quais nos ligamos energeticamente.
Quer um exemplo?
Às vezes um amigo conta uma tragédia pessoal, e você continua com tudo o que ouviu ecoando na cabeça, pensando como se fosse a outra pessoa, tentando encontrar soluções para aquelas questões; e se você prestar atenção, verá que terá a sensação corporal de estar ainda com a outra pessoa, mesmo que ela já não esteja mais no mesmo ambiente. ( “mente” de outro indivíduo)
Ou então acontece uma tragédia nacional e mesmo que você não queira, quando vê já está pensando sobre o incidente. ( Mente Coletiva)
O que acontece em comum nas duas situações? Alteramos nossas vibrações a partir de estímulos externos.
Nos conectamos, na maioria das vezes, com vibrações contrárias àquelas que escolheríamos ter, baseados no Bem –Estar, e abrimos espaço para nos conectarmos com padrões energéticos nocivos.
Por essa razão é muito importante tornar-se consciente dos próprios pensamentos e criar uma disposição interior para administrá-los de maneira positiva.
Ao nos conectarmos com a mente das outras pessoas, nos conectamos também com o sistema energético delas, com todos os problemas energéticos comuns à maioria das pessoas, tais como: miasmas, amebas psíquicas, vampiros astrais, etc.
Quando investigo o “campo astral” de alguém, geralmente me deparo com esses “vínculos energéticos”, estabelecidos, na maioria das vezes com mãe, pai, marido, esposa ou pessoas próximas.
É realmente assustador os malefícios de tais ligações.
Temos o hábito de nos enxergar de uma maneira individualizada, mas essa é a visão do ego ( mente). A realidade é que somos todos um!
A realidade é que estamos conectados com tudo e com todos. Cabe a cada um de nós escolher as ligações que deseja manter e aproximar ( porque são confortáveis) e aquelas das quais desejamos nos desligar.
Esse é um “universo de escolhas”. Somos nós que escolhemos tudo, de maneira consciente ou não, mas escolhemos!
Temos um incrível aliado em nosso sistema de escolhas, que é ignorado pela maioria.
Esse aliado é o corpo. O corpo é um maravilhoso aparelho receptor de vibrações. As sensações são os sensíveis sinalizadores desse aparelho.
O problema é que ninguém consegue acessar esses “sinalizadores” enquanto não aprende a controlar a mente. A mente é completamente contrária às sensações, já que vive nos chamando à “razão”.
As nossas emoções são bússolas precisas nos guiando por esse universo vibracional.
Sensações boas? Caminhos certos!
Sensações ruins, desconfortáveis? Sinal vermelho! Tem alguma coisa contrária aí!

Eu falei que os seus pensamentos não são todos seus, não é?
Agora quero dizer que as suas emoções também não são todas “suas”, quer ver um exemplo?

Sua colega de trabalho, chega de cara feia, “bicuda”, em silêncio, nem bom dia fala direito pra ninguém. De repente, do nada, você concentrado no trabalho, chega uma irritação repentina, ou uma angústia esquisita.
Será que isso é seu? De onde veio???
Emoções são respostas ( reações) à situações reais, fatos!

Ou então ,de repente começa a sentir raiva de alguém que você ama, do nada, sem nenhuma razão aparente.

E agora eu pergunto: “Será que tudo que você sente é realmente seu, ou seja, faz parte do seu “sistema energético”???

Eu sei! A Metafísica é complicada mesmo!
E não é meu objetivo que você acredite na mesma coisa que eu. Essa é a minha maneira de ver o mundo, e a verdade é a verdade de cada um, não é mesmo?
Por força da programação de vida que fiz, nasci vendo esse mundo como “espiritual , energético.
Para mim, sempre foi tudo uma coisa só, mundo espiritual e mundo material. O “mundo espiritual” não começa depois do desencarne, ele já é, já está aqui. É tudo misturado, é tudo uma coisa só.
Passei muitos anos, sem saber quem era vivo e quem era “morto”.
Um dia, num “sonho”, alguém me disse: “Você vê tudo junto, porque é uma coisa só, a diferença está na percepção daquilo que você chama de realidade. “Vivos” ou “mortos” enxergam a realidade através de óticas ( vibrações) diferentes, como realidades paralelas mesmo. Mas a “realidade” é uma só. Vivos e mortos estão interagindo através de energia o tempo todo, assim como “vivos e vivos”.”
Quando compreendi profundamente isso, parei de sofrer e comecei a distinguir os mais variados estados de consciência que co-existem.
Entendo que para as pessoas que não fizeram essa mesma programação de vida, é um pouco mais difícil verem a si mesmas como seres vibracionais.
A maioria ainda vê a si mesmo como “um corpo que tem uma alma”. Mas a realidade é que somos almas nos expressando em um corpo.
E se você parar para pensar bem, há muita diferença entre esses dois pontos de vista.
A única maneira de minimizarmos os desafios de se viver em um mundo energético, aonde o tempo inteiro influenciamos, e somos influenciados por energia, é desenvolvermos a autoconsciência.
O autoconhecimento é a possibilidade de nos reconhecermos como verdadeiramente somos e de empregarmos de maneira consciente e positiva os nossos melhores potenciais.


Abraços afetuosos,

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

O sentido da vida

Qual o sentido da vida? Qual a minha “missão” no mundo?

Imagino que você já tenha se feito essas perguntas algumas vezes na vida.
Quanto a mim, acho que nasci com essas perguntas ecoando em meu interior.
Gostaria de compartilhar com você algumas crenças que escolhi ter.

Como nasci com uma “hipersensibilidade”( prefiro esse termo à “mediunidade”) a princípio extrema, todo o sofrimento causado pelas visões e pela percepção do “universo do outro”, tornavam inevitáveis para mim tais questões.
Me lembro de uma constante consciência de estar aqui de “passagem” e o sentido da vida se tornou uma busca constante, eu queria compreender como tudo isso aqui funcionava e para que eu deveria viver tantas experiências contraditórias e extremas.

Minha infância, assim como da maioria das pessoas “hipersensíveis”, não foi fácil. Cresci num lar desestruturado, fui me “criando” quase que sozinha na maior parte do tempo, precisei assumir muitas responsabilidades em relação a mim mesma desde muito cedo, precisei aprender a me defender sozinha ( escapei de abuso sexual por duas vezes),cresci com a sensação de ser um “peso” para a minha mãe, em meu lar havia sempre uma atmosfera de medo, insegurança e carência, e hoje compreendo que tudo isso que “contratei” era exatamente o que eu necessitava para desenvolver a percepção da minha responsabilidade por mim, pela minha vida e pela minha felicidade.
Conheço minha tendência a insegurança, ao medo e ao mimo. Quem não quer ser “protegido” e tratado como um “bibelô”? Por isso, agradeço ter sido “empurrada do ninho”, porque isso tem se tornado a cada dia, uma experiência de auto-reconhecimento em relação ao meu poder pessoal e de amor.

Acredito que o sentido da vida é VIVER.
Viver já é desafiador o bastante!

Quando falo em viver, me refiro a fazê-lo com consciência e intensidade. Viver escolhendo a alegria e o bem-estar é ainda mais complexo!
Por muito tempo acreditei que viver era ser “boa”, era fazer tudo “certo”. Confesso que esse foi o caminho mais perigoso que já trilhei...
Minha visão de “boa” era atingir as idealizações das pessoas em relação a mim, viver para o outro e jamais dizer “não”. Esse se mostrou um “jogo” extremamente cruel, porque por melhor que eu fosse, surgiam sempre as cobranças mentais do “você deveria”, “você não deveria”.
Me machuquei muito nessa estrada. Neguei e briguei muito comigo. Como me via através do julgamento dos outros, eu nunca era boa o bastante.
Como estamos constantemente recriando nossos padrões de infância, uma situação familiar extrema de rompimento, acabou me colocando novamente na antiga sensação de “abandono” e isso depois de muitos processos de cura interior, me possibilitou perceber o quanto sou importante para mim mesma.
Viver a sensação de ter apenas a si mesmo no mundo é extremamente transformador. Com isso descobri que aconteça o que acontecer, se eu estiver de bem comigo, cuidando de mim, amando e aceitando tudo o que sou, sempre estarei bem e segura.
Acredito que o sentido da vida é viver, porque sinceramente não acredito que estejamos todos vivendo.
A maioria de nós, está criando e recriando padrões inconscientes, num estado de semi-consciência, vivendo por viver, repetindo, fazendo, ocupando-se, preocupando-se, vivendo do ontem e do amanhã, negando sentimentos, isolando-se; e não podemos afirmar que isso seja de fato viver.
Viver é fazer escolhas, ainda que totalmente diferentes daquelas feitas pelos nossos pais, ainda que contra a aprovação dos outros.
É preencher-se da intensidade que é a vida, é rir e chorar com a mesma naturalidade de um bebê.
É zangar-se sem destruir e sem se culpar por isso, e em instantes voltar a sorrir.
É amar alguém até a última gota de energia e suor, simplesmente porque é gostoso amar e por nada mais.
É aceitar que tudo naturalmente passa e que sempre existem experiências novas e fantásticas esperando pela gente em qualquer próxima esquina da vida.
Viver é andar pela vida reconhecendo a beleza que há em tudo, percebendo que até mesmo numa bolinha de sabão se pode ver um arco-íris.
Que brigar e recomeçar é natural.
Que o corpo é bom, puro e espiritual, e que as sensações corporais são indescritíveis e insubstituíveis: como é bom dormir, comer, dançar, andar, pular de alegria, tocar, ser tocado, “transar sem neura”, acariciar um bicho, andar descalço na terra, pular onda, pisar na areia molhada do mar.
Viver é brincar! Talvez seja o desafio mais difícil para um adulto, mas acho que estamos aqui para aprender o sentido descompromissado e criativo da alegria, pura e simples alegria.
A alegria que é uma escolha interior, a alegria pela alegria, você já notou o quanto permitimos que os outros se façam donos da nossa alegria? Somos naturalmente muito dependentes das reações dos outros para nos sentirmos alegres, e na verdade, a alegria depende apenas dos pensamentos que escolhemos ter e da nossa visão pessoal sobre os acontecimentos.
Viver é explorar o melhor dos nossos potenciais, é cuidar com muito amor dessa parcela de “natureza divina” que foi destinada a cada um de nós.
Você já pensou sobre quais sentimentos representam essa “natureza divina”?
Acredito que o amor, a alegria, o prazer, a criatividade e a harmonia representam bem essa “natureza”.
Não que a raiva não seja também “divina”. Acredito que a raiva consciente é divina, mas ela é apenas um mecanismo de defesa e não um sentimento, não é um estado constante de alma.
Viver é ter a independência emocional necessária para dizer “não”, para dizer a verdade sobre o que sente e sobre como se sente, para defender uma vontade, para “bancar” uma decisão, para dizer “chega”, “adeus”, “não quero mais” e se sentir o “máximo” por toda essa coragem e auto-preservação.
Viver é se relacionar sem cobrar, sem transferir, sem culpar, sem se cobrar, sem se culpar, é compartilhar sem interferir, sem julgar, é aceitar o tempo e o espaço dos outros, é manter as fronteiras do seu tempo e do seu espaço e ainda assim, simplesmente amar.
Viver é errar. Errar quantas vezes forem necessárias para aprender e seguir acreditando na própria capacidade de recomeçar.
É aceitar que falar a verdade ou errar não são monstros ameaçadores.
Viver é não se deixar manipular, nem manipular, é abrir mão da necessidade de ser “insubstituível”, “perfeito” e “necessário” pelo alto preço que se paga por isso.

Tá vendo? Só VIVER já não é muita coisa?

É preciso muita disciplina mental para conseguir viver assim. É preciso muito amor-próprio, muita fé e muita consciência.
Ser infeliz é fácil, o difícil é viver de bem com a vida, é assumir a responsabilidade pela criação de todos os fatos e trabalhar para libertar a si mesmo dos velhos padrões destrutivos.
É preciso muita concentração, muita persistência e muita vontade para não desistir quando apesar de todo esforço que tem feito para se curar, um velho padrão ressurge para que de novo tenha que recomeçar do velho ponto de partida: “amar-se”.

Viver de verdade, é para mim o sentido da vida.

Missão?
Ser feliz! E se der vontade, compartilhar isso com as outras pessoas.
Sinto que fomos ensinados que ser responsável é ter um sentido justificável e sério para tudo o que fizermos. Talvez por isso tenhamos criado essa idéia de “missão” que parece uma coisa pesada, quase um fardo espiritual.
Acho um pouco presunçosa a idéia de que a Força Criadora precisa de mim para cumprir algo, ou para salvar alguém. Se cada um é a própria Natureza em Expressão, essa idéia não faz sentido.
A missão na minha visão é que cada um encontre aquilo que mais lhe traz sentido para a existência.
Que cada um faça o que lhe traga a sensação prazerosa de adorar ser si mesmo.
Assim, a “missão” de todos nós é encontrarmos nossos caminhos de REALIZAÇÃO. Porque quando nos realizamos, contagiamos as outras pessoas para que façam o mesmo.
A vida é experimentação, é um espaço de tempo criado pela nossa própria consciência para desenvolvermos nossas habilidades mentais e emocionais.
Você pode alterar tudo o que chama de realidade através da mudança dos seus padrões vibratórios.
A realidade é uma grande brincadeira da “Consciência”, experimentando a Si mesma. A vida é simples. E talvez seja exatamente isso que nos assuste nela.

Meu desejo é que todos nós possamos romper a cada dia nossas barreiras de defesa que nos separam uns dos outros e da vida.
Que possamos a cada dia entender que somos responsáveis pelo o que sentimos e que podemos mudar a maneira como nos sentimos através da mudança dos nossos pensamentos.
E que a FELICIDADE é um estado interior, construído com muito amor por nós mesmos.


Com amor,

Adely

domingo, 14 de setembro de 2008

Recriar- Louise Hay

"Quando crescemos, temos a tendência de recriar o ambiente emocional do lar onde passamos nossa infância.

Isso não é bom ou mau, certo ou errado. É apenas o que conhecemos dentro de nós como "lar".
Também temos a tendência de recriar nos nossos relacionamentos pessoais os mesmos relacionamentos que tínhamos com nossas mães ou pais, ou com o que existia entre eles.
Pense quantas vezes você teve um amante ou chefe "igualzinho" à sua mãe ou seu pai.
Também nos tratamos da forma como nossos pais nos tratavam. Repreendemo-nos e castigamo-nos da mesma maneira.
Também nos amamos e nos encorajamos da mesma forma. Podem-se
quase ouvir as mesmas palavras quando se presta atenção.

"Você nunca faz nada direito”.
"É tudo sua culpa”.
Quantas vezes você se disse isso?

"Você é maravilhoso.
"Eu te amo." Quantas vezes você se diz isso?"




Todos nós precisamo melhorar de alguma forma, a relação que mantemos conosco. Nossa "Criança Interior" necessita muito do nosso apoio, da nossa paciência e da nossa compaixão. Esse é o único caminho para nos tornarmos adultos felizes.
Experimente começar essa semana , dirigindo palavras de amor e apoio à si mesmo.

Coisas muito "interessantes" podem acontecer...

Com amor,

Adely

CONVITE!

Curso: "ACADEMIA DO PENSAMENTO"


Cada pensamento que escolhemos investir atenção e emoção está criando o nosso futuro.
Assim, nossos desafios atuais refletem nossas escolhas do passado e os padrões mentais/emocionais dos quais nos mantemos prisioneiros.

O objetivo desse trabalho é oferecer-lhe as ferramentas necessárias para a transformação desses padrões mentais/emocionais destrutivos em padrões de bem-estar, amor e harmonia.
A maneira como você se sente é o reflexo do que você escolhe pensar e pensamentos sempre podem ser mudados.

Meu desejo é que você consiga desenvolver pensamentos melhores a seu próprio respeito e com isso desenvolva a capacidade de atrair situações maravilhosas e realizadoras para a sua vida.

A Lei da Atração responde ao seu “Ponto Vibracional de Atração”, e todos os desafios refletem aquilo que é preciso mudar.

A vida é uma jornada emocional, somos seres vibracionais e temos total responsabilidade sobre as nossas escolhas.

Somos livres para criar qualquer situação que desejamos experimentar e estamos sempre apoiados por um Universo Amoroso que responde aos nossos anseios.

Conteúdo:

• O poder da subconsciente
• A Lei da Atração e seus mecanismos
• O que você deseja?
• Pensamentos podem ser mudados
• O papel dos “outros”
• Poder da Impressão ( teoria e prática)
• Poder da Atenção ( teoria e prática)
• Escala de Padrões Emocionais/Vibracionais ( teoria e prática)
• Afirmações positivas
• Teoria do Espelho ( identificando padrões emocionais/mentais)
• Poder da Imaginação ( teoria e prática)
• Técnicas de Transformação dos Padrões Mentais ( Respiração, Meditação, Visualização)
• Técnicas de Transformação dos Padrões Emocionais
• A importância da auto-estima ( teoria e prática)
• A Criança Interior ( Os padrões da infância- teoria e prática)
• Defesa Psíquica

Duração: 20 aulas

Aulas: Aulas semanais/ 2 hrs

Valor: 120.00- mensalidade / (4 aulas)- 6 cheques no início do curso

Data:* Sábados das 17 h às 19 h ou Sextas das 20 às 22 h ( *Escolha o melhor horário- poderão ser formadas duas turmas)

Início: 26 ou 27 de Setembro de 2008

Local: Aclimação/SP

Informações: encantosdalua@hotmail.com/ 9412-8737 ( Adely )

Peço que divulguem aos amigos que possam se interessar.

Obrigada!

Adely

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A "conveniência" da obesidade

Recebi de uma amiga esse texto e não pude deixar de compartilhar. Olha só que visão interessante:

A CONVENIÊNCIA DE SER OBESA
Por Jelaila Starr

Assim qual é a conveniência de ser obesa?
Esta foi a questão pela qual só recentemente eu encontrei a resposta. Como tantos de vocês, eu tenho me esforçado para ver o meu corpo maravilhoso. Eu somente parei recentemente com este servilismo, quando vieram pelo correio estas revistas de roupas de banho que mostravam homens e mulheres com seus corpos simétricos firmes e atraentes. Eu finalmente liberei a necessidade de examinar cuidadosamente as páginas em busca de queijo cottage como uma forma de me fazer sentir melhor. Mas, a cada vez que eu me olho no espelho e vejo os montículos de gordura que tenho acumulado em volta dos meus tornozelos, cotovelos, joelhos, quadris e em frente do meu abdômen, eu tenho que me lembrar conscientemente do valor deste envoltório protetor.

Eu não amo ainda inteiramente os meus adoráveis punhos e a base das minhas covinhas. E eu tenho inúmeros lapsos no julgamento negativo que me deixam sentindo totalmente depressiva e indigna.
Entretanto, mesmo com a falta do amor completo e dos lapsos no julgamento e a depressão, eu sei ainda como ver a conveniência neles, restaurando por meio disto, o meu senso de valor pessoal e de auto-estima.

É este processo que quero compartilhar com vocês.

Passo 1: Aceito a minha Criança Interior/Ego (eu me refiro tanto à Criança Interior quanto ao Ego) com relação à proteção física e emocional.

Quando eu me observo no espelho, eu me lembro conscientemente de que a minha criança interior coloca este envoltório em meu corpo porque eu não pude confiar em mim, o Eu, para protegê-la, mantendo as minhas fronteiras pessoais e então criando acordos para manter estas fronteiras.
Eu soube que as fronteiras pessoais protegem a criança interior, e os acordos possibilitam a manutenção destas fronteiras pessoais. Uma vez que eu compreendi isto, fui capaz de ver um propósito para a obesidade.

Passo 2: Encontre o propósito para a obesidade.

Assim como colocamos roupas para nos proteger, a nossa criança interior colocará adiposidade extra no corpo para se proteger. A obesidade é como a roupa para a criança interior.
Quanto mais assustada, vulnerável e desconfiada ela se sentir em relação a nós, mais gordura (roupas) ela colocará.
Assim o que estou dizendo aqui é que quando a nossa criança interior não pode nos confiar em protegê-la, esta criança encontrará uma forma de se proteger e esta forma é colocando gordura.

Passo 3: Encontre a conveniência da obesidade.

Você me ouviu dizer muitas vezes que tudo tem uma conveniência, mas quando isto veio a ser a obesidade, esta conveniência me iludiu por um longo tempo.
Não bastava ficar diante do espelho nua e dizer para o meu corpo, "Eu amo você, você é belo", porque eu nunca pude realmente acreditar no que eu estava dizendo. De fato, eu ficava deprimida ao mentir para mim mesma. Eu não amava mais as minhas protuberâncias do que o homem na lua. Se eu fosse verdadeiramente honesta comigo mesma, eu diria que ver estes montículos de robustez me revoltava. Somente ao encontrar a conveniência e o propósito de meus quilos extras, é que pude verdadeiramente honrá-los e respeitar o seu direito de existir em meu corpo, e o meu corpo é o "nosso corpo".

Assim, a conveniência da obesidade era a proteção que ela dava a minha criança interior, e é a forma menos prejudicial de ganhar esta proteção.
Eu sabia que ela tinha muitas opções para escolher, e ao escolher a obesidade, ela escolheu a menos prejudicial.
O meu Ego poderia ter escolhido a distrofia muscular ou ter se fragmentado em múltiplas personalidades, mas, ao invés disto, ela escolheu a forma menos prejudicial de se proteger.
E pessoalmente, eu preferiria lidar com a obesidade do que com múltiplas personalidades ou uma doença que me impedisse de ser livre e ativa.

Há outra parte deste processo, que tem a ver com a Alma, com o Ego, e comigo, o Eu.

Esta parte é o conhecimento de que a cada vez que eu não mantenho uma fronteira, a minha criança interior fica ferida. Eu associo a ela como sendo apunhalada no coração com uma faca. A ferida, naturalmente, é uma ferida emocional. Eles dizem que as palavras não ferem, mas isto não é verdade, elas são mais mortais do que as feridas físicas, deixando escaras e dor que levamos por uma existência. Voltando ao ferimento da criança interior, imagine quem está mantendo a faca na maior parte do tempo? Eu estou! A cada vez que não mantenho uma fronteira, não afirmo a minha verdade, não expresso as minhas emoções, eu estou dirigindo este punhal ao coração da minha criança interior. Sem imaginar que ela tenha colocado este envoltório.

Passo 4: Faça acordos em relação a obesidade extra.

Assim, agora que eu compreendo isto, o que eu fiz em relação a isto? Como eu lidei com isto? Bem, em primeiro lugar, eu entrei em um acordo com o meu Ego. Este acordo afirma que eu aceitarei e permitirei que ela mantenha esta gordura em nosso corpo até que ela se sinta segura o suficiente para liberá-la. Eu compreendo que para ela se sentir segura, ela deve ser capaz de confiar em mim em manter as minhas fronteiras pessoais para nos proteger. Eu concordo que eu precisarei adquirir a sua confiança através de minhas ações. Eu não peço a ela apenas para que acredite nisto. Eu concordo em adquirir esta confiança ao manter as minhas fronteiras quando as violações das mesmas ocorrerem. Isto significa expressar a minha verdade no momento, confrontando-me e expressando abertamente as minhas emoções.

Em troca, ela concordou em liberar esta adiposidade protetora de nosso corpo quando ela confiar e se sentir segura o suficiente para fazer isto. Compreende-se que isto será um processo gradual e não imediato. Assim, não há expectativa de minha parte ao acordar em uma manhã e verificar que toda a gordura se foi imediatamente.

Eu também concordo que a cada vez que eu tiver um sentimento negativo sobre a obesidade, eu reafirmarei conscientemente o meu acordo com ela em manter a adiposidade até que ela não necessite mais dela.

Assim, você percebe a conveniência de ser obesa. A conveniência está na habilidade da criança interior em se sentir segura. É o modo de sua criança interior ou do Ego de proteger o seu veículo físico, e ela se desprenderá uma vez que você possa manter as suas fronteiras nas áreas onde a sua criança interior se sentir ainda desprotegida, exposta e vulnerável.

Lembre-se de que o propósito do Ego ou da criança interior para existir, é proteger o seu veículo físico e mantê-lo no corpo, de modo que você possa continuar a sua encarnação e conquistar o crescimento espiritual que a outra parte sua, a sua Alma, deseja. Afinal, não é por isto que você está aqui?


Muito amor às nossas crianças!

Adely

domingo, 31 de agosto de 2008

"Alimento para a alma"

Fantásticos os caminhos de expressão que a alma encontra!

Que tal deixar essa músiva rolando, enquanto lê o poema abaixo?

A alma se alimenta da arte!

sábado, 30 de agosto de 2008

Artur da Távola

Para minhas amigas e amigos em busca de mais amor,
Um pouco de poesia e reflexão...

"TER OU NÃO TER NAMORADO"

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.

Namorado é a mais difícil das conquistas.

Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil.

Mas namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida; ou bandoleira basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado é quem não tem amor é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum namorado.

Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.

Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.

Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.

Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto.

Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.

Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira - d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar.

Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.

Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz.

Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança.
De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.

Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela.

Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.

Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.

ENLOU-CRESÇA.

A importância dos relacionamentos

Se você está em busca de relacionamentos mais felizes, olha que texto interessante da Eva Pierrakos, em seu livro "Do medo ao amor":

Relacionamentos

Saudações, meus queridos amigos.

"O que é a vida?", é uma pergunta que muitos me fazem.
A vida é relação, meus amigos. Existem muitas outras respostas que são verdadeiras. Porém, a vida é acima de tudo uma relação. Se você não estabelece relações, você não consegue viver.

Sua vida, suas relações, dependem de suas atitudes. Você pode se relacionar de maneira positiva ou negativa. Porém, o quanto se relaciona é o quanto vive.

É por essa razão que a pessoa que se relaciona de maneira negativa é mais viva que a pessoa que se relaciona pouco.
As relações destrutivas levam a um clímax que afinal de contas conduz a dissolução da destrutividade. Porém, a ausência de relações, geralmente disfarçada de uma falsa serenidade, é muito menos valiosa.

Todos os problemas da psique atrapalham os relacionamentos entre as pessoas. As relações frutíferas só podem existir na medida em que a alma esteja sã e livre. Porém antes devemos entender melhor o que é se relacionar.

O Plano da Evolução

Recordem que todo o plano de evolução se refere a união, a reunião de consciências individuais porque só assim se pode vencer o isolamento.
A união com uma consciência abstrata, com um Deus inatingível ou com um processo intelectual, isso não é uma verdadeira união.
É somente no contato concreto de um indivíduo com outro que se pode estabelecer as condições necessárias para o surgimento da união e a unidade interior.
É por isso que esse impulso se revela como uma força tremenda em todas as pessoas, fazendo com que o isolamento seja doloroso e vazio.

A força vital, então não somente está impregnada do impulso para aproximar-se dos demais, como também do impulso pelo prazer.
A vida e o prazer são uma coisa só. A vida, o prazer, o contato com os outros, a união com os demais, tudo isso são as metas do plano cósmico.

A capacidade para relacionar-se depende do nível de consciência

A escala da capacidade para relacionar-se entre os seres humanos é muito mais ampla do que jamais imaginamos.
Comecemos pelas pessoas que estão no nível mais baixo da escala humana. Se tratam das pessoas completamente loucas que precisam ficar trancadas e isoladas, ou de pessoas criminosas que não são muito diferentes dos anteriores. Ambos se encontram completamente fechados em si mesmos e vivem um isolamento tanto externo, quanto interno, pois dificilmente podem se relacionar com outros seres humanos. Porém, pelo simples fato de estarem vivos, continuam criando alguns tipos de relações. Assim, relacionam-se com os aspectos externos da vida, com as coisas, com seu meio ambiente, ainda que de maneira negativa, com a comida, com certas funções orgânicas de seu corpo e em alguns casos, com a arte e com a natureza.

Seria muito útil, meus amigos, se começassem a olhar a vida e as pessoas a partir desse ponto de vista. Meditar sobre o assunto pode ajudá-lo muito a aumentar a compreensão a respeito de muitas coisas, entre elas, sobre sua própria vida.

Em contraste à isso, permita-me comentar sobre os seres humanos que estão no topo da escala da evolução em termos de relacionamento.

São aquelas pessoas que se relacionam de maneira maravilhosa, que se fundem profundamente com as outras pessoas, que não sentem medo dessa entrega e que não mantêm nenhum tipo de proteção contra os sentimentos e as experiências.
Portanto, essas são as pessoas que amam, que se permitem amar. Em última análise, a capacidade de amar sempre se resume na vontade interna e disposição para fazê-lo. As pessoas que se enquadram nessa categoria amam não somente de maneira abstrata e geral, como amam pessoalmente e de maneira concreta, independente dos riscos. Essas pessoas não são necessariamente santas ou perfeitas. Porém, de maneira total, amam, se relacionam e não temem expor suas emoções. Libertaram-se de suas defesas.
Essas pessoas apesar de viverem aborrecimentos ocasionais ou experiências negativas, levam uma vida plena e repleta de significado.

O que é a vida para a maioria das pessoas?
É uma combinação de inumeráveis possibilidades.
Uma pessoa pode estar relativamente livre para relacionar-se bem em certas áreas de sua vida e estar completamente bloqueada em outras.
Somente uma profunda visão interna pode nos ajudar a descobrir a verdade a respeito de nós mesmos.

As vezes, quando uma relação parece boa em sua superfície, mas carece de profundidade e significado interior é bastante comum a pessoa enganar-se dizendo: "Veja quantos amigos tenho". Assim, enganam-se acreditando que não há nada de errado em suas relações. Porém, não seria possível sentir-se isolado ou triste se suas relações fossem reais e verdadeiras.

Se as suas relações assumem essa função superficial em sua vida, então, podem até proporcionar algum prazer e distraí-lo, mas não deixam de ser algo vazio.

Como você nunca mostra seu verdadeiro ser, então, você está sempre insatisfeito. É dessa maneira também que você afasta as pessoas de você e não permite que elas se aproximem, quer você tenha consciência disso ou não. Isso se deve ao seu medo inconsciente de expor-se, de deixar que as pessoas conheçam seus conflitos internos.
Enquanto não estiver disposto a resolver tudo isso, não poderá ter relações autênticas e portanto, não sentirá a verdadeira satisfação.

A maioria das pessoas tem uma certa capacidade e vontade de relacionar-se e o fazem, mas não o suficiente. Sua capacidade de interagir e sua comunicação acontece ainda em um nível muito superficial. As correntes inconscientes afetam as partes envolvidas e a relação além de superficial torna-se uma prisão e não demorará muito para tornar-se um problema.

As tendências destrutivas inconscientes somente poderão ser resolvidas se forem confrontadas e compreendidas. Isso não destruirá a relação, ao contrário, fará com que ela se transforme em algo mais profundo, aonde exista troca real e mútua.

A maioria de vocês, não sabem o que faz com que uma relação seja profunda e significativa. E se perguntam: "Será a compatibilidade intelectual? Será a química sexual?"

Talvez ambos os fatores sejam verdadeiros, porém, isso não garante que haja uma relação profunda.

A única maneira de criar uma relação verdadeira é mostrar-se como você é, aberto e sem defesas, disposto a sentir e comprometido a expor seus sentimentos e desejos.

Com quantas pessoas você se sente a vontade para expressar suas dores, necessidades, preocupações, medos e desejos? Provavelmente para poucas pessoas, ou talvez nenhuma.

A medida em que conseguir se dar conta disso, conseguirá atrair muitos amigos para compartilharem suas vidas.

Se você esconde de si mesmo seus sentimentos, como poderá mostrar aos outros, aquilo que não consegue reconhecer? É dessa forma que você cria seu isolamento e sua insatisfação. É por isso que valorizamos tanto nesse trabalho de auto-transformação que você conheça a sua própria verdade interior. Somente assim conseguirá estabelecer relacionamentos reais e ter uma vida plena.

Dessa maneira também, sua relação com os outros aspectos da vida, como com a arte, com a natureza, com a intuição, ganhará uma maneira nova de existir, se tornará muito mais viva. Provavelmente porque até agora, você ativava essas relações somente para expressar seus sentimentos de dor.

Quando você alcançar a verdadeira compreensão de si mesmo, e se libertar da prisão que construiu para si, não existirá mais nenhuma tensão em seu autoconhecimento e nem em suas relação e intuitivamente saberá escolher as pessoas mais indicadas para você, as oportunidades verdadeiras e mais adequadas. Os maus entendidos ocasionais nunca o farão voltar a esconder-se.

O grande problema nos relacionamentos são as expectativas inconscientes, as reclamações e as exigências pessoais. Não que todas as expectativas sejam de fato equivocadas, mas o fato é que elas atuam por "debaixo dos panos", causando tensão mútua e geralmente se chocam com as exigências da outra parte envolvida.

As expectativas precisam ser trazidas à luz da consciência.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Padrões

Você e eu sabemos que em algumas áreas da sua vida, as coisas acontecem de forma satisfatória ou positiva, enquanto que em outras, parece que os mesmos problemas se repetem sempre, não é assim?

Existem, é claro, outras situações. Algumas pessoas, sentem-se realizadas em quase todas as áreas da vida, exceto em uma delas, que é o seu “calcanhar de Aquiles”. Outras, não vivem grandes desafios em nenhuma das áreas, porém, não encontram sentido ou prazer em nenhuma delas, sentem-se “mortos-vivos”.

Hoje, quero falar sobre as áreas da vida que representam os nossos constantes desafios.

Em primeiro lugar é importante perceber, que nessas áreas existem “padrões”, ou seja, acontecimentos ruins parecem se repetir, de tempos em tempos, fatos semelhantes acontecem. Talvez seja mais fácil perceber os padrões, entendendo como você se sente em relação a esses assuntos. Assim, você perceberá que os sucessivos acontecimentos negativos nessa área da vida, fazem com que você manifeste sempre o mesmo padrão de reações emocionais.
E é exatamente esse o “x” da questão. Aquilo que chamamos de “padrões”, refere-se a constantes acontecimentos que nos despertam as mesmas reações emocionais, fazendo com que nos sintamos e nos vejamos sempre da mesma maneira negativa

Olhe, por um momento para aquilo que você chama de “meu problema”.
Retire todas as responsabilidades que você deposita sobre os outros, em relação a esse “problema”. Quando digo “os outros”, estou me referindo a tudo que está “fora”, incluindo o governo, Deus, feitiços, karma, etc.
Esqueça-se de tudo isso e olhe só para os sentimentos que essa situação desperta em você. Como tudo isso faz com que você se sinta? Faça uma lista de sentimentos. Escrever ajuda muito!
Na seqüência pergunte-se: “ Como isso faz com que eu me veja?” ( auto-imagem) e “Que sentimentos tenho por mim, quando lido com esses assuntos?” ( auto-estima)

Ao encontrar essas respostas, saiba que encontrará também a chave para a libertação e transformação dessas situações que o incomodam. Lembrando que as mudanças precisam de tempo e investimento emocional para começar a acontecer. Muitas vezes, essas “padrões” são comportamentos que adquirimos muito antes de começarmos a atual jornada.

As coisas não acontecem para nos punir, nos castigar, nos purificar ou nos testar. As coisas acontecem para nos mostrar a necessidade de aprendermos a nos amar mais, porque essa é a nossa garantia de conexão com o Fluxo do Bem-Estar Natural, que nos coloca em conexão com a Fonte de todas as Possibilidades.


Se você for prestar bem atenção verá que nessas áreas da vida aonde encontra problemas, sua auto-imagem é bastante negativa; isso porque costumamos atrelar o nosso valor pessoal às situações que vivemos.
Nessas áreas também agimos como “crianças feridas”, somos birrentos, egoístas, controladores, vítimas, inseguros, medrosos, manipuladores, dependentes, irresponsáveis, auto-destrutivos, intolerantes, ansiosos ou revoltados.
Isso significa que as vibrações e os pensamentos com os quais alimentamos e criamos essas áreas, são contrários à possibilidade de realização, com a qual tanto sonhamos.

Uma outra questão, é que somos muito vulneráveis aos outros e ao meio. Nossa auto-imagem depende muito do que os “outros” acham a nosso respeito. O julgamento alheio é algo ainda muito poderoso sobre nós. Por isso, estamos sempre nos criticando e nos punindo, ainda que de forma inconsciente.

As áreas frustrantes de sua vida são exatamente aquelas em que seu padrão vibracional é negativo. O que significa que sua auto-estima e auto-imagem precisam de mais investimentos positivos.
Existem várias maneiras de alterar nosso padrão vibracional e todas elas exigem duas coisas: responsabilidade ( sou responsável pela situação e não uma vítima) e atenção aos próprios sentimentos.

Sempre que você está se sentindo mal, está investindo energia naquilo que deseja eliminar de sua existência. Você já percebeu o quanto pensamos sobre os nossos “problemas”? E o que é pior, sempre de maneira negativa?
Por isso as afirmações positivas são tão importantes, porque elas nos ajudam a sair de um padrão vibratório negativo em direção ao bem–estar necessário para a conquista dos nossos desejos.

Não espere que a situação mude ou melhore para que você se sinta bem e volte a gostar de si mesmo. Isso nunca acontecerá.
Acontece exatamente o contrário. Primeiro você muda seu padrão vibratório, independente da situação exterior e depois os milagres começam a acontecer.

Por muito tempo, nós e nossos ancestrais acreditamos que estávamos aqui para nos purificar através do sofrimento.
Hoje tanto a ciência, quanto a espiritualidade nos ensina que estamos aqui para aprendermos a ser felizes.
Os egípcios já sabiam disso, assim como muitos já diziam: “Sofrer é fácil, o desafio, está em ser feliz.”

O que você acha disso??